Férias, festas, família reunida, casa de praia cheia, um certo desconforto que “não dá nada”, afinal estar juntos é o que interessa. Três, quatro dias se passam e o ambiente se torna um prato cheio para conflitos aqui e acolá…

E quando acontece, precisamos estar atentos à dois personagens que sempre aparecem; a Vítima e o Algóz (que trocam de lado facilmente). Atentos também para os três lados de um conflito; a versão de um, a versão do outro, e a verdade.

Tentar ser o salvador do conflito pode não ser uma boa. Normalmente o mediador leva chumbo. Nessa hora, o melhor a fazer é ser apenas um bom ouvinte, não assumir lado, sob pena de agravar ainda mais a situação. 

Geralmente, o conflito aparece quando alguém se sente pressionado, diminuído, estressado, atarefado, desconfortável, descontente, incomodado, etc. É daí que surge a vítima. E se tem uma vítima, claro, ela tem um Algóz. Sempre tem um “culpado externo”.

A verdade é que não existe culpado externo. Não há nada fora. Essa situação de casa cheia, de desconforto, só revela o quanto a pessoa não está em paz consigo mesma. 

Passado as férias, parece que tudo volta ao normal. Só que não. O ambiente, agora confortável, apenas tira de cena o vazio existencial, a falta de aceitação e a falta de amor próprio que a pessoa carrega lá no fundo.

Se não fosse a falta de percepção, do recado que a vítima e o algoz trazem em si, seria uma baita oportunidade de buscar ajuda e se curar de vez dessa ilusão, de achar que algo ou alguém tem culpa pelas emoções negativas que a pessoa carrega e revela nesses momentos de desconforto.