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  • Alimento para o corpo e para a alma

Saímos em carreata para um lugar desconhecido. Um dia no sítio, no Baú, em Ilhota. Parada no caminho para comprar o pão caseiro e mais 20 minutos de estrada. Estrada de terra, mas boa, caminho entre os verdes e muitas hortênsias. Ar puro e fresquinho. Na chegada, uma pausa para o café. Entre falas e risadas, o som suave das águas do pequeno riacho competia com o barulho da cidade, ainda presente nas nossas mentes.

Um reconhecimento à área e ao aconchego daquele lugar, partimos para a pesca.  Atravessamos a rua com a expectativa de buscar um dos itens do almoço. Agora não seria nos freezers, nem nas prateleiras dos grandes supermercados. Dependeria da nossa habilidade…e da sorte. Impressionante com o que cada um pode contribuir: palavras, iscas, fotos, opa…..um peixe grande! Foi lindo ver as entregas. E sentir a si mesmo naquele momento inusitado. Também acredito que percebemos como as expectativas podem nos frustrar. Se tínhamos a intenção de voltar com muitos peixes tirados pelos anzóis, nos frustramos. Se achamos que pescar na lagoa poderia ser fácil, nos frustramos. Se…..nos frustramos!

Estávamos ainda mais próximos da mãe natureza e a imprevisibilidade foi nossa companheira, como sempre o é. Mas insistimos em rejeitar. Não tínhamos controle sobre aquele momento. Era lançar o anzol e esperar. Querer controlar o resultado da pesca era algo tão inútil quanto olhar o  para ver se ia chover. Ali não pegava internet e a mata fechada poderia nos premiar com a chuva, mesmo num dia em que a previsão era sol.  

Além da pesca, colhemos verduras para o almoço, juntamente com quem entendia da terra, os srs. Mírio e Tubinho. Na volta para a cozinha, um esquilo cruzou a rua, nos relembrando que eles ainda existem.

Era hora de preparar o almoço. Em duplas, em trios…enfim, em grupos cada um assumiu uma função. E assim o dia foi correndo, até o momento da limpeza. O lixo foi separado e o que era orgânico ia voltar para a terra, seguindo o que se faz por ali. Por um dia, por um momento, tivemos a chance de olhar novamente o ciclo da vida e respeitar um pouco mais a Terra. Gaia nos dá tudo, se quisermos plantar e cultivar. E tudo que devolvemos fica aqui, de bom e de ruim. Essa reconexão por um dia, nos faz relembrar que quando tiramos o lixo e “pensamos” que jogamos para fora de casa, nos enganamos. Não existe “fora”. A nossa casa é a Terra, e só deslocamos o lixo de dentro do prédio para um lixão maior.

Por um dia também pudemos fortalecer o senso de cooperação, encadeados em funções para o propósito maior: alimentar verdadeiramente…..corpo e alma!

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