Filosofia Central

Nossa filosofia central foi construída sobre dois pilares. O primeiro foi nossa própria experiência prática de vida, e o segundo foi uma linha de pensamento consistente dentro de várias escolas filosóficas, que respaldaram nossa experiência prática de vida. Esta linha de pensamento filosófico abrange as escolas do Estoicismo, Budismo, Anarcoprimitivismo, Pragmatismo e Racionalismo Crítico. Em resumo, nossa filosofia central compreende os seguintes pontos:

1 – A verdade não é relativa, existe uma verdade ABSOLUTA e UNIVERSAL, que não sabemos qual é.

Estamos inseridos em um universo muito maior, muito mais antigo e muito mais sábio que o ser humano. Este universo e a maneira como ele funciona constituem uma verdade absoluta, que é, em sua imensa maioria, ainda desconhecida pelo ser humano, e talvez até mesmo, fora de nosso alcance. Mas o fato de não conhecermos, não significa que ela não exista. Nossa filosofia procura-se fundamentar em evidências estatisticamente relevantes aos nossos 5 sentidos (portanto cientificamente significativas), que podem, hoje, fornecer os indícios mais nítidos e lógicos possível sobre qual seria a imagem desta verdade absoluta universal, dentro do entendimento cabível a um ser humano. E esta imagem é válida somente HOJE, porque o surgimento de novas evidências estatisticamente relevantes pode alterar esta imagem amanhã. O relativismo (noção de que a verdade é relativa e depende de cada ser humano) não faz sentido para nós por dois motivos, primeiro porque é fundamentado em crenças (e não em evidências), e segundo porque coloca o ser humano como mais importante do que o próprio universo onde ele está inserido.

2 – A referência para a NATUREZA HUMANA é o comportamento do Ser Humano Natural.

Evidências antropológicas e arqueológicas aceitas pela comunidade científica nos mostram que, durante pelo menos 8 milhões de anos, nossos ancestrais pré-civilização (caçadores coletores conhecidos como Ser Humano Natural) viveram de maneira pacífica e harmônica, com autonomia plena, colaborativamente, entendendo que estavam inseridos em um universo, ou em uma natureza maior e mais sábia, com a qual procuravam aprender. Este comportamento é nossa referência para a Natureza do Ser Humano. O que surgiu depois (após a revolução da agricultura, a cerca de 12 mil anos), foi uma crença de que o homem deveria dominar ou controlar seu ambiente. E a partir desta crença, o ser humano passou a rotular, diferenciar, hierarquizar, guerrear, acumular, destruir, enfim… o ser humano passou a viver em um mundo de egoísmo e competição (que por serem oriundo de crenças, não são reais, são fruto de uma imaginação da mente, e não constituem a essência, ou a Natureza do ser Humano).

3 – Ser humano é ser humano. JULGAMENTOS e RÓTULOS são imaginações.

Mais consciente, menos consciente, mais evoluído, menos evoluído, mais competente, menos competente, mais maduro, menos maduro, mais iluminado, menos iluminado, mais perfeito, menos perfeito… e por aí vai… Tudo isso não passa de rótulos e julgamentos. E nenhum deles é VÁLIDO para nós. Porque todo rótulo ou julgamento é uma generalização, uma interpretação, uma extrapolação, uma crença e não uma realidade evidenciável. A única realidade evidenciável é a de que ser humano é ser humano, e de que ser humano possui livre arbítrio para tomar decisões e fazer coisas escolhendo entre dois caminhos, o real (evidenciável pelos 5 sentidos) ou o imaginário (produzido pelas crenças). A escolha entre esses dois caminhos é livre e as consequências desta escolha, seja ela qual for, sempre contribuirão para o aprendizado do ser humano. No caminho real, o ser humano reconhece que o universo e a natureza são mais sábios que ele (e assim vive sua vida interagindo e aprendendo conscientemente com os acontecimentos do universo). Já no imaginário, o ser humano se considera mais sábio que o universo (e assim vive sua vida preso a suas expectativas, julgamentos, rótulos, limitações e sofrimentos). Nosso papel é ajudar os seres humanos que estão trilhando o caminho imaginário, e portanto enfrentando consequências como emoções destrutivas e sofrimentos, a despertarem para, e começarem a trilhar, o caminho real.

4 – Só existe o momento PRESENTE, passado e futuro também são imaginações.

Complementando o ponto anterior, buscar explicações no passado e inferir sobre o futuro são dois exercícios de imaginação que só servem para reforçar crenças, rótulos e expectativas, alimentar emoções negativas, conflitos e sofrimentos. Portanto pertencem ao caminho imaginário. Ambos afastam o ser humano do momento presente, dos 5 sentidos, da oportunidade de aprendizado com os acontecimentos do universo, e das interações humanas e ações práticas que propiciam este aprendizado. Ambos nos afastam da nossa natureza humana, que passou 8 milhões de anos observando o presente, interagindo e aprendendo com os 5 sentidos. Portanto, o caminho real passa por reconhecermos que a vida só acontece no momento presente.

5 – Experiências válidas são aquelas universalmente SIMPLES, PRÁTICAS e PRAGMÁTICAS.

Nosso aprendizado é fruto da observação de evidências sensoriais do presente, pois passamos 8 milhões de anos aprendendo dessa forma. Portanto, temos consciência que efetivamente contribuímos para o aprendizado de seres humanos quando nossa mensagem é simples, pragmática, sensorialmente fácil de ser compreendida, evidenciada e/ou transformada em ação prática. A complexidade intelectual, simbólica ou interpretativa sobre conhecimentos e crenças não contribuem com a realização prática, aumentam o risco de se reforçar crenças limitantes e expectativas, além de não serem universalmente compreensíveis. Assim sendo, procuramos nos abster de mensagens, explicações ou discussões complexas que envolvam simbolismo, classificações, quadrantes, inferências, análises, generalizações ou qualquer tipo de ponderação intelectual que possa complicar os princípios de nossa filosofia central. Por outro lado abraçamos e queremos aprender e disseminar cada vez mais tudo que for simples, natural, observável pelos 5 sentidos, e de fácil compreensão.

6 - É possível ser PLENAMENTE FELIZ, pois felicidade depende de VIRTUDES, e não de bens.

Bens como família, amigos, saúde, patrimônio, beleza, reconhecimento ou poder são elementos extras que podem contribuir para a felicidade do ser humano, porém nunca responder por ela. Porque os bens não estão sob o controle do ser humano. E a felicidade do ser humano não pode depender de algo que não está sob seu controle. Já as VIRTUDES HUMANAS como consciência, compaixão, humildade, auto-confiança, resiliência e coragem, estas sim estão sob total controle do ser humano, e respondem diretamente pelo seu estado de felicidade. Através da prática destas virtudes, o estado de FELICIDADE PLENA torna-se possível e viável para qualquer ser humano, independentemente das circunstâncias em que ele se encontra. .