Filosofia Central

Filosofia Central é a nossa referência. O horizonte que perseguimos sabendo que NUNCA será alcançado, mas que está sempre nos norteando em um caminho sem fim. Onde só sabemos que, a cada passo que damos em sua direção, mais tranquila e feliz torna-se nossa vida.

Esta Filosofia Central abrange, antes de mais nada, o termo Orgânico, que significa que estamos falando de algo relacionado a organismos naturais, à natureza. Ou seja, reconhecemos que a natureza e o universo são infinitamente mais sábios do que a inteligência humana. E que nosso desafio é observá-los e procurar espelhar nossa vida, nosso trabalho e nossas organizações, no modo como eles funcionam.

Nossa Filosofia Central compreende alguns PRINCÍPIOS PRÁTICOS relacionados à vida das pessoas, às organizações, e ao pensamento geral.

Vida Orgânica

Princípios práticos:

1 – Viver de acordo com NOSSA NATUREZA, e não de acordo com condicionamentos externos.

2 – Fazer hoje aquilo que nos PREENCHE TOTALMENTE - ao ponto de, se morrer agora partimos felizes por sentir que, todos os dias, cumprimos nossa missão.

3 – Ter consciência que não precisamos de NADA EXTERNO para viver feliz, portanto ser livre de apegos, principalmente a bens materiais.

4 – DOMINAR NOSSAS EMOÇÕES. Agir racionalmente ou emocionalmente quando se fizer necessário. Saber que gostos, vontades, desejos e expectativas são escolhas, os quais podem ser modificados rapidamente se preciso for.

5 – AGIR sobre coisas que estão SOB NOSSO CONTROLE e ignorar ou aceitar as coisas que não estão.

6 – Dedicar total atenção para o MOMENTO PRESENTE, e procurar vivê-lo. Não se restringir por acontecimentos passados e nem se preocupar com o futuro.

7 – Relacionar de maneira CONSTRUTIVA e emocionalmente saudável com outras pessoas. Não acreditar em rótulos, gerar assertividade e empatia quando necessário, e sempre buscar o ganha-ganha.

Organização Orgânica

Princípios práticos:

1 – O Propósito é SERVIR a humanidade, e não remunerar capital ou pagar contas.

2 – A Estrutura é formada por TIMES horizontais, e não por hierarquias de poder.

3 – A organização Funciona como um ORGANISMO vivo, e não como uma máquina.

4 – As Pessoas de uma organização são SERES HUMANOS, e não recursos humanos.

5 – A Motivação das pessoas é INTERNA, e nunca gerada por incentivos externos.

6 – O Crescimento de uma organização é NATURAL, e não gerado por planos estratégicos.

7 – A Liderança é exercida por PAIXÃO e EXEMPLO, e não por títulos de autoridade.

Pensamento Orgânico

Princípios práticos que nos norteiam filosoficamente:

1 – A verdade não é relativa, existe uma verdade ABSOLUTA e UNIVERSAL.

Estamos inseridos em um universo muito maior, muito mais antigo e muito mais sábio que o ser humano. Este universo e a maneira como ele funciona constituem uma verdade absoluta, que, em sua imensa maioria, ainda é desconhecida. Nossa filosofia procura-se fundamentar em evidências que nos aproximam desta verdade absoluta universal. Não apoiamos o relativismo (noção de que a verdade é relativa e depende de cada ser humano) por dois motivos, primeiro porque o relativismo está fundamentado em crenças (e não em evidências), e segundo porque coloca o ser humano como mais importante do que o próprio universo onde ele está inserido.

2 – A referência para a NATUREZA HUMANA é o comportamento do Ser Humano Natural.

Existem evidências e muitos indícios que, durante pelo menos 8 milhões de anos, nossos ancestrais viveram de maneira pacífica e harmônica. Com autonomia plena, desprovidos de ego, entendendo que estavam inseridos em um universo, ou em uma natureza maior e mais sábia, com a qual procuravam aprender. Este comportamento é nossa referência para a Natureza do Ser Humano. O que surgiu depois (somente a cerca de 10 mil anos), foi a crença de que o homem deveria dominar ou controlar seu ambiente. A partir desta crença, o ser humano passou a rotular, diferenciar, hierarquizar, guerrear, acumular, destruir, enfim… o ser humano passou a viver em um mundo imaginário de crenças egoísticas (que nada mais são do que crenças, e que, portanto, não são reais, são imaginações que não constituem a Natureza do ser Humano).

3 – Ser humano é ser humano portanto NÃO EXISTEM rótulos.

Mais consciente, menos consciente, mais evoluído, menos evoluído, mais competente, menos competente, mais maduro, menos maduro, mais iluminado, menos iluminado, mais perfeito, menos perfeito… e por aí vai… Tudo isso não passam de rótulos. E nós NÃO acreditamos em NENHUM rótulo. Porque todo rótulo é uma generalização, uma interpretação, uma extrapolação, uma crença e não uma realidade. Ser humano é ser humano e ponto. Não existem rótulos, existe apenas uma escolha entre dois caminhos, o real e o imaginário. No real, o ser humano reconhece que o universo e a natureza são mais sábios que ele (e assim vive sua vida aprendendo conscientemente com os acontecimentos do universo). Já no imaginário, o ser humano se considera mais sábio que o universo (e assim vive sua vida preso às suas crenças, rótulos, expectativas, limitações e sofrimentos). Cada ser humano escolhe o caminho que quer, e não significa que é melhor e nem pior por causa disso. Porém, nosso papel é ajudar os seres humanos a despertar para, e viver, o caminho real.

4 – Só existe o momento PRESENTE, passado e futuro são imaginações.

Buscar explicações no passado e inferir sobre o futuro são dois exercícios de imaginação que só servem para reforçar crenças, rótulos e expectativas, alimentar emoções negativas, conflitos e sofrimentos. Ambos afastam o ser humano do momento presente, da oportunidade de aprendizado com os acontecimentos do universo, e das interações humanas e das ações práticas que propiciam este aprendizado. Ambos nos afastam da nossa natureza humana, que passou 8 milhões de anos observando o presente, interagindo e aprendendo com ele. Por isso procuramos estar 100% focados no aqui e agora.

5 – As limitações e sofrimentos de uma pessoa são frutos de sua própria CRENÇA atual.

Se o passado não existe, então nossas limitações e sofrimentos de hoje devem ter uma causa, ou uma origem, no presente. E temos que ser responsáveis por esta causa, ou por esta origem, para que tenhamos poder de ação sobre nossas limitações e sofrimentos. A chave dessa responsabilidade reside em nossas crenças. O que acreditamos aqui e agora responde pelas nossas limitações e sofrimentos. E temos poder de ação sobre o que acreditamos aqui e agora. Portanto, mudando nossa crença atual, podemos acabar com nossas limitações e sofrimentos, ou melhor ainda, podemos transformá-las já, em aprendizado e crescimento. Não importa qual seja o passado.

6 – Todos os erros e adversidades são OPORTUNIDADES de aprendizado e crescimento.

Se não existem rótulos, então não existe nada ruim ou bom, não existe nada terrível assim como não existe nada maravilhoso. Tudo que existe são ações ou acontecimentos do universo, e aquelas ações ou acontecimentos mais desafiadores constituem os erros ou as adversidades. Em qualquer situação ou escala, erros e adversidades são oportunidades de aprendizado e crescimento.

7 – Experiências válidas são aquelas universalmente SIMPLES, PRÁTICAS e PRAGMÁTICAS.

O nosso aprendizado é fruto da observação de evidências sensoriais do presente, pois passamos 8 milhões de anos aprendendo dessa forma, ou seja, faz parte de nossa natureza humana. Portanto, temos consciência que efetivamente contribuiremos com o aprendizado de seres humanos quando nossa mensagem for simples, pragmática, sensorialmente fácil de ser compreendida, evidenciada e transformada em ação prática. A complexidade intelectual, simbólica ou metafísica sobre conhecimentos e crenças não contribuem com realização prática, aumentam o risco de se reforçar crenças limitantes e expectativas, além de não serem universalmente compreensíveis. Assim sendo, procuramos nos abster de mensagens, explicações ou discussões complexas que envolvam simbolismo, classificações, quadrantes, inferências, análises, generalizações ou qualquer tipo de ponderação intelectual que possa complicar os princípios de nossa filosofia central. Por outro lado abraçamos e queremos aprender e disseminar cada vez mais tudo que for simples, natural, observável pelos 5 sentidos, e de fácil compreensão (até mesmo por uma criança de 10 anos de idade).

8 - Felicidade não depende de bens, depende somente de VIRTUDES.

A felicidade do ser humano não possui conexão nenhuma com bens (família, amigos, saúde, patrimônio, reconhecimento, poder) porque os bens não estão sob o controle do ser humano. Bens podem gerar carência, nunca felicidade. Porém, as virtudes humanas (consciência, autocontrole, humildade, resiliência, amor, sabedoria, coragem) estas sim, respondem pelo estado de felicidade do ser humano pois estão sob seu controle total. Este estado de felicidade se resume em: “estar plenamente realizado com o momento presente, estar fazendo aquilo que tem paixão e levando felicidade a outras pessoas, e estar livre de julgamentos e expectativas em relação a tudo que nos cerca”.

9 - Não existem Pessoas e nem tampouco Organizações Orgânicas, existem sim Pessoas ou Organizações mais (ou menos) Orgânicas

Pessoas ou Líderes de Organizações que estejam se esforçando para entender e praticar cada vez mais em seu dia a dia AÇÕES e ATITUDES alinhadas à Filosofia Orgânica. Pessoas que estão conscientemente buscando VIVER a Vida Orgânica, ou LIDERAR a organização (atuando na prática junto à sua equipe) para que ela se desenvolva como uma Organização Orgânica. Ou seja, pessoas e líderes cuja única certeza é que NÃO SÃO ORGÂNICOS, que falta muito a percorrer para se chegar lá, e que estão se esforçando cada dia mais pra isso. Estas são as pessoas e organizações que estão trilhando o caminho Orgânico. E são as únicas que existem. Todas as pessoas ou organizações são mais, ou menos, Orgânicas

10 – PROPÓSITO NOBRE e AMBIENTE HUMANO são igualmente críticos para uma Organização Orgânica.

Além de procurar viver na prática, a Vida Orgânica, o líder de uma organização possui dois grandes caminhos práticos para buscar no desenvolvimento da Organização Orgânica. 1 – o caminho prático da descoberta e fortalecimento do propósito nobre (de servir o mundo) – através de todas as práticas voltadas para felicidade, paixão e propósito. E 2 – o caminho prático do desenvolvimento do ambiente humano de autonomia e responsabilidade para sua equipe (autogestão) – através das práticas de eliminação de rótulos e abordagem aos erros. Ambos são fundamentais para que a organização esteja trilhando o caminho Orgânico.